quinta-feira

Não somos pobres, estamos pobres

Fome. Uma palavra que tenho visto e sentido nos últimos meses à minha volta. Neste blogue, muito se tem escrito sobre este drama. Diariamente somos inundados com o flagelo que, como nunca, se assiste em Portugal. Hoje o País assistiu a mais uma reportagem de Ana Margarida Póvoa (SIC) com uma associação, em Corroios, sem dinheiro e que mata a fome, através de cidadãos que nada pedem em troca. Percorrem inúmeros restaurantes para arrecadar as sobras diárias. São centenas os que esperam mais de três horas para terem apenas um prato de comida e a única refeição do dia. Mais logo, uma equipa de repórteres da RTP (Rosário Salgueiro e António Antunes) viveram uma semana como sem-abrigo em Lisboa. Durante esta viagem, que só para eles, teve bilhete de volta contam «estórias» de homens e mulheres excluídos da sociedade. Que as consciências despertem. Que o país acorde, antes que a morte por fome comece a ser mais pesada do que os danos que já causa. E lembremo-nos: ser pobre não é uma característica, não se é pobre, está-se pobre».
Sorte nossa de Beirão, ainda podemos sempre cultivar uma couvita, uns feijões e umas batatitas.  É a nossa riqueza

sábado

Sporting v Porto

Quer vença o melhor, sem casos, pois claro!

sexta-feira

Cuidado com esses Turcos


ATENÇAO !!!


Desde dia 1 de Janeiro 2007, a Turquia tem uma nova moeda, a "nova lira turca" (Yeni Turk Lirasi ), que substitui a lira antiga bastante desvalorizada, à qual tiraram não menos de 6 zeros
Quando se olha para a nova lira, nota-se logo que se parece estranhamente com a moeda de 2 euros. Se comparar estas 2 moedas, constata-se que têm exactamente a mesma aparência (uma parte de cobre central rodeado por uma parte de níquel), tendo sensivelmente o mesmo tamanho.
A face da moeda tem, como muitos euros, 1 cabeça desenhada ( neste caso trata se de Ataturk, como os euros mostrando o rei de Espanha, o rei da Belgica…). A única diferença é que, no lugar do 2 dos 2 euros, tem 1 e é semelhante ao 1 das moedas de 1 euro. Esta lira turca é uma imitação juridicamente inatacável da moeda de 2 euros.Ela vale apenas 0,4 euro (e na Europa não tem qualquer validade, ou seja não vale mesmo nada ). Apenas permite dar troco, fazendo assim lucros substanciais.
Portanto, estejam atentos, verifiquem bem que as vossas moedas de 2 euros, não se tratem de liras turcas, porque já começaram a circular.

Na terra do imaginário

(Se como diz a «Pedra Filosofal», poema escrito por António Gedeão e imortalizado pela voz de Manuel Freire, «o sonho comanda a vida», eu…)

Sonho com um mundo melhor, com o desenvolvimento da minha aldeia, da minha freguesia, do concelho e região em que se inserem. Mas…
Objectivo primeiro, nunca me desligar das minhas raízes: a terra onde nasci, dos amigos que por lá estão, da família que, obviamente, adoro, de toda aquela gente humilde que faz do trabalho no campo, de sol a sol, o seu dia-a-dia.
Discuto com todos, abertamente, sem reservas mentais, o meu ponto de vista religioso, cultural e político.
Ainda que à distância, entrego-me a uma luta silenciosa, todos dias, por uma visão promissora da terra que me viu nascer e por uma vida assente nos valores que ali adquiri. Com virtudes e defeitos, esta será a minha competição, uma guerra civilizada que impus a mim próprio.
Lutarei até à exaustão para salvar esses valores e, assim, ajudar a dar voz àqueles que têm vergonha ou falta de coragem para fazer reparos ao que está errado, ou receiam represálias por parte de pessoas que se julgam as donas do mundo.
Amo a minha terra, não me canso de a defender. Foi a minha terra que me ensinou o princípio de tudo o que sei hoje, foi uma verdadeira escola da vida. Foi lá que dei os primeiros passos, que aprendi a juntar as primeiras letras, que descobri tantos caminhos, que vi pela primeira vez a chuva, a neve e o sol, através das vidraças da janela. E foi lá, igualmente, que adquiri os valores da religião católica que professo.
Hoje, no céu, o meu Pai, estou convicto, estará feliz por ouvir-me e sentirá orgulho pelas lutas que travo. E, sobretudo, por verificar que a desistência não faz parte dos meus ideais.
Sou extremamente apegado às minhas raízes. Daí que viva com paixão os dramas da minha terra.
Procuro, na medida das minhas possibilidades, a tranquilidade na minha aldeia, fugitivo da violência moderna que marca as cidades.
Recuso parar no tempo e também não o posso parar. Por isso estou aqui, reforçando a vontade de quem me fez e me ensinou a caminhar. Sem desistir.
A essência da liberdade é dizer o que se pensa. Uma liberdade que, por vezes, poderá transcender os limites do possível. Mas é aí que me sinto melhor, nunca pondo em causa, no entanto, o seu limite. A liberdade não pode ter fronteiras, não deve estar agrilhoada. Ou se se quiser, o limite será onde começa a liberdade do outro. Que não deve ser invadida.
Tenho várias questões existenciais ou fundamentais. Talvez decorrentes dessa liberdade. De sentir. De estar. De pensar.
Pessoalmente entendo que é importante pôr em causa todas as questões e desenvolver o espírito crítico.
Questionar qualquer coisa, sem que isso seja um problema para nós e para os outros.
Desenvolver preocupações sobre qualquer assunto.
Não é preciso ser intelectual numa sociedade provinciana, argumentar que se tem poucos conhecimentos. É preciso avaliar o trabalho de quem os dirige e perceber que nós temos uma posição em consonância, coerente, com isso. Um pouco como aquele ditado «em terra de cego quem tem olho é rei».
Não quero perder a noção da realidade. Luto e faço um esforço para aprender todos os dias. Ou não seja a vida um percurso de aprendizagem constante.
Conheço muitos mais velhos no povo, gente simples, que são portadores de muitos e mais conhecimentos do que aqueles que  são considerados intelectuais.
E fico triste quando vejo aqueles que se escondem atrás das suas mediocridades para sobreviverem. Para esconder as suas raízes, porque querem ser mais «puros» que os outros. Mas nunca o serão.
É importante nunca tirar os pés do chão e não pensar que o sucesso de hoje se eterniza.
Só na «Terra do Nunca», do Peter Pan, é que os jovens não envelheciam.

in Gazeta de Sátão
Vasco Rodrigues

NEM ELA CONSEGUIU DAR A NOTÍCIA!! !! !!

Como explicar sem ofender...

Um homem de 85 anos estava a fazer o seu checkup anual. O médico perguntou como ele se estava a sentir.
 
- Nunca me senti tão bem - respondeu - A minha nova mulher tem 22 anos e está grávida, à espera de um filho meu! Qual é a sua opinião a respeito disto, Sr. Doutor?
O médico reflectiu por um momento e disse:
 - Deixe-me contar-lhe uma história. Eu conheço um homem que era um caçador fanático. Nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou o seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu à sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e este caiu morto...
- Ah! Ah! Ah! Isso é impossível! - disse o velhinho - Algum outro caçador deve ter atirado no urso!
- Exactamente...