quarta-feira

O azeite da Beira interior

Beira Interior tem 25 marcas de azeite

A falta de chuva na pré-colheita fez atrasar a apanha da azeitona cerca de uma semana, mas a qualidade está assegurada
A APANHA da azeitona vai arrancar este Outono, mais tarde do que é habitual, visto que o seu amadurecimento ainda não está concluído.
Uma coisa é certa, para a campanha de 2010/11 “prevê-se um ligeiro decréscimo de azeitona face à média dos últimos anos”. A garantia é do dirigente da Associação de Produtores de Azeite da Beira Interior (APABI). João Pereira explica que, apesar das condições climatéricas terem sido favoráveis na maior parte do ano agrícola, “a ausência de chuva neste período de pré-colheita será o factor mais importante” para este “ligeiro decréscimo de produção”. A qualidade parece contudo não estar afectada por estas condicionantes. “É expectável um ano bastante interessante tendo em conta que não se verificaram pragas e doenças significativas, em virtude dos mesmos factores climatéricos”.
O azeite da Beira Interior ganha cada vez mais quota de mercado e reconhecimento da sua qualidade. A região fornece já 19 por cento da azeitona produzida a nível nacional e mais de cerca de 15 por cento da produção de azeite do país. A janela de todo o potencial e dinâmica do sector olivícola ficou evidente na recente Bienal do Azeite, certame que juntou grande parte dos produtores da região em Castelo Branco.

A precisão da actualidade

Por onde anda o dinheiro os nossos impostos

 *Ah, grande Sócrates*

O novo estádio da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na
Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do
Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento, vai ser inaugurado
na próxima segunda-feira. O recinto custou dois milhões de dólares, tem
capacidade para seis mil espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de
piso sintético e iluminação. A cerimónia de inauguração abrirá com uma
marcha de escuteiros locais, conduzindo as bandeiras de Portugal e da
Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais.
Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolas primárias,
mas oferecemos um estádio à Palestina.
Devíamos fechar o Hospital de Santa Maria e oferecer um pavilhão multiusos
ao Afeganistão. A seguir fechávamos a cidade universitária e oferecíamos um
complexo olímpico (também com estádio) à Somália e por último fechávamos a
Assembleia da República e oferecíamos os nossos políticos aos crocodilos do
Nilo.

segunda-feira

Lula no seu melhor

Pessimismo do nosso povo

Não é novidade para ninguém. Mas os números estão cá para confirmar. A expectativa económica dos portugueses nunca esteve tão baixa como agora (acima dos 14 por cento), como revela uma sondagem da Marktest para a TSF e Diário Económico, sublinhando que os mais pessimistas residem no Litoral Norte. Os tempos que temos à nossa frente não auguram nada de bom.

Sátão tesouros desconhecidos

Os tesouros de Sátão esperam ser desencantados

Na Beira Alta, o concelho de Sátão esconde tesouros que esperam quem os vá desencantar. Foi ali que os avós de Portugal - Condessa D. Teresa e o Conde D. Henrique foram apoiados e recebidos pela população durante a crise social do Séc. XII. Ferreira de Aves, a igreja romântica da aldeia do Castelo, o paço onde viveram os famosos Pachecos, as colunas solitárias do Senhor dos Caminhos, aldeias de granito onde a vida parou há séculos, formam um conjunto de valores monumentais e paisagísticos que é urgente revisitar.

José Hermano Saraiva