sábado
“Só pode ser para gozar os pobres”
Está desempregado há dois anos e tem como único rendimento uma pensão de viuvez de 160 euros. Na semana passada, Artur Ferreira da Silva, de Rebordosa, Paredes, abriu uma carta endereçada pela Direcção-Geral de Impostos e encontrou um cheque no valor de 14 cêntimos. Tratava-se do reembolso do IRS.
Isto não é ridículo?
Isto não é ridículo?
Isto é demais!....
A crise de facto é para nós, povo, que temos de levar com os roubos do Estado. De acordo com a edição de hoje do «SOL», o Governo comprou um Mercedes S450 CDI, topo de gama, no valor de 134 mil euros, comprado pelo sistema de leasing e que o Estado vai ter de pagar 2807,20 euros por mês. O Gabinete da Presidência de Conselho de Ministros justifica a aquisição dizendo que o carro vai ser utilizado para transportar altas individualidades estrangeiras e convidados do Estado.
Se isto não é gozar com o povo, é o quê?
sexta-feira
Quero mudar de planeta.
Choca-me ver Sócrates e Teixeira dos Santos recorrerem ao Fundo de Pensões da PT para pagar submarinos. O endividamento de luxo do Estado tem que ser pago. Nem que para isso, não haja reforma para muitos que trabalham uma vida toda. Quero mudar de País e de planeta se possível.
Crise no Sporting.? não acredito.
Pelos lados de Alvalade a crise não é coisa que se sinta. Senão vejamos: de acordo com a imprensa, e dentro da política de remunerações aprovadas em Assembleia Geral, José Eduardo Bettencourt, vai auferir um salário mensal de cerca 21 500 euros brutos por mês, 300 mil euros brutos por ano. Não tenho pena nenhuma deles.
Ser sincero ou verdadeiro
Há sempre montes de situações e não foram poucas as vezes, devo confessar, que ouvi de amigos e conhecidos a frase “eu sou sincero”. E ainda, em situações onde parece sempre cair bem, “desculpa mas é a minha sinceridade, (…)”. Nunca avaliei ninguém por isso, mas, hoje, nesta minha crónica, quero expor algumas palavras acerca do que penso sobre sinceridade, e a verdade.
Em geral, temos o hábito de confundir verdade com sinceridade.
Verdade, é uma definição que acho correcta, é tudo que é puro e sincero – quer seja bom, quer seja mau.
Sinceridade é muito mais que uma expressão de honestidade. Ela pode vir a ser a doce palavra que aceitamos como verdade – seja igualmente boa ou má.
Para algumas pessoas, a verdade e a sinceridade significam algo em que se acredita. De facto, por vezes as verdades costumam magoar, mas o que às vezes as complica é o modo como elas são ditas.
A falta de sensibilidade quando expomos um tema, corremos o risco de tirar o fulgor de ser verdadeiro ou sincero.
Deveríamos em certos momentos, tornear certas conclusões, para não ferir alguém? Não. Acho que não. Devemos, sim, aprender a conversar com mais respeito, por vezes é isso que nos falta. Deveríamos aperfeiçoar e evoluir moralmente, mudando, os termos da nossa linguagem que por vezes nos atraiçoa. Ser verdadeiro e sincero são atributos louváveis quando juntos a condutas dignas, nos louvam imenso e nos transportam para patamares de elevado nível, é claro que poderemos evitar verdades desastrosas, omissões deturpadas e mentiras inconvenientes.
Algumas verdades poderão incomodar e ferir a nossa moral, mas, nem por isso devemos retirar do nosso dia-a-dia toda sinceridade, vindo das pessoas que nos rodeiam, nos querem bem e acreditam em nós.
A verdade, gira em torno da sinceridade, se cada um as utilizasse nos termos correctos, com certeza que viveríamos mundo bem diferente.
Vasco Rodrigues
Subscrever:
Mensagens (Atom)




