quarta-feira

Émesmo para levar a sério


«Estamos falidos e quando se está falido, está-se falido. Não vale a pena andar-se a discutir. A única coisa a fazer, todos em conjunto, é não assistir a este espectáculo triste de nos estarmos sempre a queixar na televisão, mas darmos as mãos e recuperarmos o país a trabalhar».

Alexandre Soares dos Santos, durante uma conferência promovida pela AEP, em Lisboa.

O sino que já não toca


O Saudosso toque do sino

De regresso da minha aldeia, da qual já estou saudoso.
Vou recordar, algo que sempre me emocionava e ainda emociona.Os meus conterrâneos em algumas aldeias, continuam com algumas tradições que, o tempo não apagou.
O som do sino serve para em caso de incêndios, tocar a rebate, para chamar o povo.
Tocava-se o sino para se anunciar a missa dos domingos e de dias santos.
Servia-se do sino para anunciar um baptizado, um casamento e ainda uma morte e o respectivo enterro.
Tocava-se ainda o sino, a altas horas da noite,para convidar os fiéis a rezarem pelas almas do Purgatório, dando umas badaladas, que ecoam na aldeia, como sinais de sofrimento.
Ninguém na aldeia ficava indiferente ao ouvir, logo de manhã cedo, o toque das Ave-Marias, convidando as pessoas a rezar uma breve oração que, os ajude nas
azáfamas do dia a dia.
Ao anoitecer, todo o cristão, escutava o toque de Trindades, ao som do qual toda a aldeia se descobre,esteja onde estiver, para rezar .
A gentes das aldeias habituaram-se, desde pequenos, a respeitar a voz dos sinos da sua terra e, se ausentava durante algum tempo, há as saudades das suas badaladas!... 

Vasco Rodrigues

sábado

A ser verdade, é grave


 
Fonte: I