Combater a fome é um dever de todos!
“Ainda há gente que não
sabe, quando se levanta, de onde virá a próxima refeição e há crianças com fome
que choram.”
(Nelson Mandela)
Há mais de
350 mil portugueses a passar fome. Entre estes, contam-se cerca de 10.500
crianças. São milhares de famílias que não têm garantida uma alimentação diária
adequada.
“Um número que nos envergonha a todos”, disse, há
dias, o Presidente da República, Cavaco Silva, durante o lançamento da
iniciativa “Direito à Alimentação”, da responsabilidade da AHRESP, que tem por
objectivo recolher alimentos entre os seus 25 mil associados e entregá-los a
“quem pouco ou nada tem para comer”.
O retrato da
fome em Portugal cada vez mais é feito a negro. Carregado. Basta olharmos para
os dados divulgados regularmente pelas instituições de apoio social — Cáritas
Portuguesa, AMI, Legião da Boa Vontade, Banco Alimentar Contra a Fome e tantas
outras — para facilmente constatarmos essa triste e dolorosa realidade. Uma
realidade que tende a agravar-se face à difícil situação social em que nos
encontramos mergulhados.
Ninguém pode
ficar indiferente a este drama. Humano. Chocante. Até porque se trata de um
fenómeno transversal a toda a sociedade portuguesa, de Norte a Sul do País.
Haverá regiões mais afectadas do que outras, mas nenhuma delas escapa à
existência de bolsas de pobreza e fome.