terça-feira

Uns troquitos

É uma investigação do DN e que de facto merece ser elogiada. O jornal da Avenida da Liberdade fez-se à caça dos verdadeiros gastos do Estado e nem mesmo em ano de sacrifícios para os portugueses, o «estado» de coisas se altera. Austeridade? Só mesmo para o povo porque ao poleiro do poder a contenção é coisa que não chega. Platonismo Político cita apenas dois exemplos de gastos faraónicos do Estado: só em pareceres e estudos, o Governo de José Sócrates gastou gastou cinco vezes mais do que a construção dos 10 estádios do Euro-2004 (665 milhões de euros). O dinheiro gasto em telecomunicações supera o custo da Ponte Vasco da Gama (897 milhões de euros). 
Não queremos saber mais casos, estes chegam-nos. 
Nota apenas para um excelente trabalho do DN .

Bateu com a porta na cara de Sócrates

"Não sei para que é que querem gastar dinheiro no TGV quando... poderiam perfeitamente oferecer um Porsche a cada português. Ficava mais barato."
(Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças do PS)


Foi ministro das Finanças de José Sócrates. Resistiu quatro meses. Campos e Cunha bateu com a porta depois de o actual Primeiro-Ministro ter recusado parar com as grandes obras públicas: TGV e aeroporto. Não havia dinheiro para obras faraónicas. Mas a teimosia socrática fez perdeu uma promessa no ministério das Finanças. Provavelmente não tínhamos chegado ao estado onde hoje estamos. Agora – e bem - Campos e Cunha apoia a candidatura de Cavaco a Belém. E ontem defendeu que nos últimos cinco anos Cavaco Silva foi «parte da solução e nunca parte do problema», lembrando que a tarefa do chefe de Estado é muitas vezes «evitar que se faça mal».
 Aquilo que Campos e Cunha não pôde fazer, no fundo…

Minha nossa!!! mas que desigualdade de distribuição de riqueza


A notícia dada na imprensa revela que o fosso entre as reformas milionárias e as outras é enorme: os pensionistas que recebem mais de quatro mil euros por mês custam 20 milhões de euros por mês aos cofres do Estado, quatro vezes mais do que os 22.311 beneficiários da pensão mínima a quem são pagos, no total, 5 milhões de euros mensais. Se por mês representam 20,39 milhões de euros, segundo as contas do «Diário de Notícias», por ano são 285 milhões, contando com as 12 remunerações, subsídios de férias e de Natal. 
Algum dia teremos uma justa distribuição da riqueza?

quinta-feira

Ideia genial

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...
 
...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
 
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
 
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!"

«um texto que achei lindíssimo, quis partilhar com todos, de um autor desconhecido»
Sónia Ferreira

terça-feira

Ela tinha razão


No segundo dia do ano, o Governo de José Sócrates veio, de mansinho, e como quem não quer fazer-se notar, com a dormência do País ainda a funcionar, dizer que vai reavaliar todas as obras públicas em curso. Motivo? As restrições económicas que há muito se sabia, haviam de chegar. O anúncio coube, como se esperava, à desilusão do ministro das Obras Públicas, António Mendonça. Há um ano, quando Manuela Ferreira Leite avisava que não era tempo de brincar, que a situação financeira do país era grave e que era fundamental parar todos os projectos – TGV e aeroporto – Sócrates cantava de galo, dizia que não. Ganhou as eleições, é certo, mas há muito que sabemos que mentiu ao País. As consequências já estão a verificar-se e o que aí vem será ainda muito pior. A irresponsabilidade política devia ser penalizada. Não criminalmente, como defendeu recentemente o líder do PSD, Pedro Passos Coelho. Mas era bom que os maus políticos fossem proibidos de exercer cargos de gestão pública. 
A bem de todos.

Ano-Novo