terça-feira

Santa Bárbara 2009

Para além da amizade, nutre-me respeito, refiro-me ao Padre Nuno, mas desta vez, entre outras situações, também referentes à festa de Santa Bárbara, tenho que fazer sentir o meu desagrado e o de muitos populares. Uma semana antes da festa, várias pessoas de cada povoação, dão o seu melhor durante esses dias em prol da sua terra, nos arranjos florais em enfeites dos andores na capelinha e organização da festa, para que tudo corra na perfeição nesse dia. Situação lamentável sábado, 11 horas em ponto como combinado para a saída da procissão, junto à nossa Igreja, com o tempo um pouco instável, mas, nada de anormal para a época, não chovia, embora ameaçasse nessa altura, no entanto embora sem razão aparente, alguém tenta demover todas as povoações para que não se realiza-se a milenar procissão na subida ao monte de Santa Bárbara, culminando com a missa tradicional, mas, tal situação não veio a acontecer, um povo de fé e crente em nada o desmotiva, pode chover, trovejar, nunca desistem das suas convicções, a subida ao monte de Santa Bárbara mais uma vez aconteceu, perante um nevoeiro cerrado e alguns chuviscos pelo meio, mas, a minha maior mágoa, foi sem dúvida ver o rebanho subir o monte sem o pastor, foi triste. Senti uma enorme frustração, pelo sucedido, o nosso Parco sabe das dificuldades que dele se apoderam da saúde e também dos anitos que já pesam, como frisou no fim da liturgia, mas, poderia providenciar um Parco, dando-lhe instruções para o acompanhamento da procissão subindo o monte até à Capela de Santa Bárbara, custa, mas o povo também o faz e gratuitamente pela sua fé. Algumas pessoas de Casfreires, Vila da Ribeira, Carvalhal e Duas Igrejas que se acercaram de mim, enquanto eu tirava fotografias à procissão, davam azo ao seu descontentamento, e pediam-me «não tires só fotografias escreve também», senti no rosto delas alguma desilusão, «cada vez vem menos gente» era a frase mais ouvida. Eu acho que seria um bom tema para reflexão. Deixo para reflectir a quem de direito e que pode mudar para bem da Religião Católica, cativando mais crentes e não os afastando como está a acontecer. • Mudar a festa Religiosa para Agosto, • Manter a tradicional missa no próprio dia de Santa Bárbara (Dezembro) Penso que a Religião Católica só tinha a ganhar, • Atraía milhares crentes • Evitava estas discussões • Os emigrantes agradeciam, porque é o desejo de todos quererem vir participar nesta festa, que não veneram há dezenas de anos e que tantas saudades lhes dão. • As artroses, que algumas pessoas se podem queixar, no verão já não atacam tanto e podem subir o monte para ver a beleza que nos rodeia. • As esmolas seriam maiores, poderíamos fazer coisas lindas naquele monte, que tanto dinheiro se gastou e o proveito é quase nulo. • Estou convicto, que todos tínhamos a ganhar com esta solução
Pense nisso Padre Nuno….

Coisas da nossa terra

Estou triste.... Sou um fã incontestável de Santa Bárbara,acho que toda agente sabe disso,este ano, à dois dias atrás, mais precisamente no Sábado, na «festa da Santa Bárbara», como sempre, desloquei-me à nossa querida Aldeia,para venerar uma das nossas padroeiras, mas,... fiquei triste com algumas situações ali presenciadas, perdoem-me quem possa ofender, mas, deixem-me pensar...

quarta-feira

A Caniça

Isto são as memórias que ainda nos restam, de tempos de outrora, onde a agricultura predominava como meio de sobrevivência, de um povo de garra. Verdadeira arquitectura tradicional, este elegante canastro ou caniça é um dos belos exemplares, que se podem ainda encontrar na nossa aldeia de Duas Igrejas, entre abandonados e recuperados, em grande parte dos casos ou em nenhum pleno uso. Se o mato em redor deste exemplar desaparecesse, ter-se-ia a plena visão dos horizontes magníficos que desta forma apenas se insinuam, uma das características que fazem desta aldeia, situada num ponto alto entre a serra e o restante vale da Ribeira ,um lugar extraordinário para se visitar.

terça-feira

III Feira do Míscaro em Sátão 2009

Atraiu milhares de pessoas A Câmara Municipal de Sátão apresentou a III edição da Feira do Míscaro, no dia 22 de Novembro, no Largo de S. Bernardo. Apesar do frio que se fez sentir, milhares pessoas marcaram presença e quiseram ver de perto os tão afamados míscaros, o artesanato e os produtos regionais. Aderiram a este evento quase uma centena de vendedores e artesãos e foram vendidos cerca de uma tonelada de míscaros. A maioria dos vendedores e artesãos pertencem ao concelho de Sátão, mas também participaram pessoas oriundas de outros concelhos. Estiveram presentes várias entidades, entre elas o destaque para a comunicação social. A oferta cultural foi bastante diversificada, com as actuações dos Zaatam, Rancho de Rio de Moinhos, Rancho de Ferreira de Aves e o grupo juvenil ÉME & ÉME, actuação da Escola de Música da Casa do Povo de Sátão, fado com Artur Cardoso, desfile de carros antigos, terminando com o artista Toy. Nesta terceira edição da Feira do Míscaro, ficou a promessa de que este ano se criaria a confraria do produto endógeno do Concelho de Sátão: o Míscaro. Ficamos pela promessa.... Fonte: http://www.viseumais.com/

A Restauração da Independência

A Restauração da Independência é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança. É comemorada anualmente em Portugal por um feriado no dia 1 de Dezembro. Em resumo, para os mais esquecidos, ou mesmo aqueles que não sabem, um pouco da História Em 12 de Outubro, em casa de D. Antão de Almada, hoje Palácio da Independência, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Decidiu-se então ir chamar o Duque de Bragança a Vila Viçosa para que este assumisse o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal. O dia 1.º de Dezembro amanheceu de atmosfera clara e muito serena. Tinham-se os conjurados confessado e comungado, e alguns deles fizeram testamento. Antes das 9 horas foram convergindo para o Terreiro do Paço os fidalgos e os populares que o padre Nicolau da Maia aliciara. Soadas as nove horas, dirigiram-se os fidalgos para a escadaria e subiram por ela a toda a pressa. Um grupo especial, composto por Jorge de Melo, Estêvão da Cunha, António de Melo, padre Nicolau da Maia e alguns populares, tinha por objectivo assaltar o forte contíguo ao palácio e dominar a guarnição castelhana, apenas os que deveriam investir no paço iniciassem o seu ataque. Estes rapidamente venceram a resistência dos alabardeiros que acudiram ao perigo e D. Miguel de Almeida assomou a uma varanda de onde falou ao povo. Estava restaurada a independência… Nesse dia, eclodiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração no trono de Portugal da Casa de Bragança, dando o poder reinante a D. João IV.

1 de Dezembro de 2009, com espanhóis e latinos por perto

Coitadinho do feriado. Com tanta festa, nem Cavaco vai ter tempo para as comemorações da Independência e da Restauração. E com tanto espanhol e latino por Lisboa, mais difícil será comemorar a independência. Irónico, não é? Alguns portugueses agradecem os quatro dias de descanso. O resto, é só para inglês ver, pensa o povo, que os bolsos continuam vazios e o desemprego está quase nos 600 mil desgraçados.