terça-feira

A Nossa Freguesia

A Freguesia de Ferreira de Aves situa-se mais ou menos no centro do concelho, na margem direita do Vouga, e é a freguesia geograficamente maior do concelho de Sátão, tem uma área de 69.11 km2, com 2 722 habitantes, da qual fazem parte os lugares do Castelo, Lamas, Veiga, Vila Boa, Foz, Duas Igrejas, Vila da Ribeira, Carvalhal, Casfreires, Soito, Covelo, Corujeira, Quintas de Santo António, Pereira, Aldeia Nova, Outeiros, Fraga, Madalena, Nabaínhos, Carrasqueira, Quinta da Carvalha e dista mais ou menos 10 km da sede do concelho. Esta freguesia possui diversas actividades económicas: a agricultura, os serviços, comércio e transformação de madeira. O artesanato também se encontra nesta freguesia, onde se destacam a cestaria, latoaria, ferraria e tecelagem. É uma zona muito antiga que alguns julgam ter herdado o nome das minas de ferro, exploradas pelos romanos. Sendo uma zona com bastante floresta, também se pratica a caça, onde outrora era dominante a pastorícia. Falar de Ferreira de Aves seria desfiar um extenso rosário de igrejas, capelas e ermidas, dispersas pelos três vales, sobre os quais assenta a paróquia. Umas, modernas, construídas no presente, como a de São José, na Vila da Ribeira Nossa Senhora da Conceição, no Carvalhal, São Pedro, na Corujeira, S. Paulo nos Outeiros, Santo António, nas Quintas do mesmo nome, e, resumindo-as todas, a ampla e moderna, a Igreja de Lamas. Outras, antigas e cheias de tradições, como a de Nossa Senhora dos Altares, nas Duas Igrejas, a lembrar que, realmente, dois altares e duas igrejas autónomas, num dado momento se juntaram formando uma só. São Silvestre, da Pereira, São Tiago, do Covelo, o Mártir São Sebastião, de Aldeia Nova, São Matias da Serra e São Matias de Vila Boa, Santa Bárbara, do Carvalhal, Santa Maria Madalena, na Madalena, a Capela do Calvário onde, em tempos idos, terminavam as via-sacras, o Senhor da Estrada e a ermida de Santa Eufémia, todas em multi-facetado retábulo donde emergem os três templos principais: Igreja Paroquial de Santo André, Convento de Ferreira onde existem os antiquíssimos azulejos do século XVII, iguais aos da Capela de Coimbra e a do Convento da Fraga. Também existe um Pelourinho situado no Castelo, e um cruzeiro Vermelho.

Mário Soares (zangam-se as comadres saltam as "verdades"... O que lhe terá feito o Mário???!!!!

NOTEM QUE A AUTORA É UMA DAS MAIORES BAJULADOREAS DO PARTIDO SOCIALISTA COMPLETAMENTE IRRACIONAL NA FORMA COMO POR VEZES TENTA SALVAR O COMPLETAMENTE PERDIDO. A MINHA PERGUNTA É SÓ UMA: O QUE LHE TERÁ FEITO O MÁRIO QUE ATÉ HÁ TÃO POUCO TEMPO A SENHORA ADMIRAVA COM TANTO DESLUMBRAMENTO? "Este é o maior fracasso da democracia portuguesa" por Clara Ferreira Alves Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua. A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris. A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização. A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia. A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa. A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros. A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers". A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo. A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais. A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais. A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial. A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio. A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial. A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado. A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola). A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros). A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal. A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa. A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica. A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande. A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo. A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras. A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho. A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos. A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa. A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente. A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares. A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria. A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares. A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema. A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine. A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse. A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez. A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista. A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista. A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas. No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai... e não volta mais. Clara Ferreira Alves (Expresso) NOTA : A autora não mencionou o exílio " terrível" em S.Tomé, na melhor fazenda da região e junto ao clube náutico. Muito real para o tempo actual ( Vasco Rodrigues)

Onde pára a polícia?

Há matérias que, por recorrentes, deixaram de ser notícia. A criminalidade, nas suas diferentes formas, é uma delas. Trata-se de um fenómeno que os portugueses, do Minho ao Algarve, já se «habituaram» a observar e a sentir, impotentes. Com alguma frustração até, face ao seu crescimento e, sobretudo, impunidade. Dos crimes e dos criminosos. Numa altura de crise profunda, social e económica, a criminalidade tende a aumentar. Transversalmente. Os crimes que, em tempos, eram acontecimentos que se registavam nas grandes urbes, com especial incidência na zona Litoral, verificam-se hoje um pouco por todo o lado e começam a «marcar encontro» regular nas zonas do interior do País. O envelhecimento das populações e a desertificação de muitas localidades torna-as «palcos» apetecíveis para os criminosos. «Ingredientes» a que se junta a ausência das autoridades policiais. Onde pára o policiamento de proximidade tão apregoado por sucessivos governos? Nas Duas Igrejas, aldeia habitualmente pacata, onde nada de relevante acontece, onde o tempo parece ter parado, o fenómeno criminal começa a ganhar contornos preocupantes. No curto espaço de um ano, os amigos do alheio «visitaram», por duas vezes a sede social do clube local e várias casas de habitação. Roubaram e vandalizaram, deixando atrás de si um rasto de prejuízo. Não obstante as diligências feitas, em tempo oportuno, junto da GNR do Sátão, a verdade é que até hoje as autoridades policiais não foram capazes — não souberam ou não puderam — de responder pronta e eficazmente às actividades criminosas registadas. O que se lamenta. Sem querermos pôr em causa a dedicação, empenho e lealdade das forças de segurança para com o povo que juraram defender, facto é que, na generalidade, os agentes de autoridade mostram-se céleres e competentes apenas numa matéria: a caça à multa. Vai sendo tempo, neste tempo conturbado que vivemos, dos responsáveis da nossa terra se atirarem ao combate deste fenómeno global assustador. Sob pena, se o não fizeram atempadamente, serem derrotados pelos criminosos que continuarão impunes. Para nosso desespero e angústia. Publicado no jornal (gazeta de Sátão 20,Julho,2009) Vasco Rodrigues

sábado

DESASSOSSEGO NA ALDEIA

Numa aldeia pacata como a nossa, onde nada acontece, eis que os amigos do alheio, põem em alvoroço, a pacatez das pessoas que lá vivem. À um ano a esta parte, a GNR da nossa vila de Sátão, honrou-nos com a sua vista por três vezes, sim visita, ou melhor, tomar conta da ocorrência, que é a única coisa para que estão habilitados, não desfazendo nas multas, que nisso são peritos, agora, investigar quem nos rouba, assalta, ou mesmo nos causa graves prejuízos, isso não faz parte da temática da nossa policia, diga-se nossa pacata GNR que nos defende, ou muitas das vezes ofende. Voltando aos amigos do alheio, provavelmente serão sempre os mesmos artistas. À um ano atrás, rebentaram uma janela com grades de ferro na nossa Associação, entraram durante a noite, beberam destruíram e levaram o que bem entenderam. Meses depois, foi a caixa das esmolas da Igreja. Já este ano, à quatro meses atrás, voltaram à pacata aldeia, visitaram a vivenda do nosso querido amigo e emigrante, Carlos Queirós, reviram tudo, puseram toda a casa de pantanas, em busca de coisas valiosas, levaram o que entenderam. Agora, na noite de 27 de Junho, de Sábado para Domingo, há poucos dias, foi outra razia, quatro locais visitados. O clube e as duas habitações, do Elias Rodrigues e do Zé Figueiredo (em frente ao clube) e a vivenda do Zé Carlos Caiado. Será só na nossa pacata aldeia? Não me tenho apercebido que tenha acontecido noutras localidades da freguesia. Onde pára a policia a fim de evitar essas situações? O que têm feito para evitar isso? Estarão a investigar? Perguntas sem resposta…..

sexta-feira

Gente da terra

Um pouco de audácia nos estudos, a garra de vencer. Sempre na berlinda da onda Click na foto

Reflexão antes de férias…

Cumprido que está o primeiro dos três actos eleitorais que neste ano de 2009 Portugal — os portugueses — vai enfrentar, e antes de todos partirmos para as tradicionais férias de Verão, pareceu-me oportuno lançar um olhar, ainda que não obrigatoriamente muito detalhado, sobre as eleições autárquicas que, ao que tudo indica, terão lugar na última semana de Setembro ou na primeira de Outubro. E falar das autárquicas porquê? A razão é simples: trata-se de um acto eleitoral que tem tudo a ver com o País real, isto é, com a terra de cada um de nós. Com a nossa também.

A primeira pergunta que me ocorre fazer — e estou certo de que será partilhada pela maioria dos meus conterrâneos — é esta: terminada a legislatura (quatro anos), o que é que os autarcas responsáveis pelo concelho do Sátão e pela nossa freguesia de Ferreira de Aves fizeram? Cumpriram o que prometeram durante a campanha que acabou por os levar ao poder? O seu programa eleitoral, assumido e prometido, foi traduzido, na prática, em obras? O povo estará hoje melhor servido, disporá de melhores condições de vida do que há quatro anos atrás? A resposta, a minha resposta, só pode ser uma: NÃO! Mas, de repente, e por sentido de verdade, recordo uma «obra» feita após muita insistência: a colocação, em Lamas, de uma «placazinha» indicativa do sentido de Duas Igrejas. Que grande «obra»!

Tenho dificuldade, sincera e objectiva, em descobrir uma promessa feita que tenha sido cumprida. Por mais esforço que faça não vislumbro uma só obra, mesmo que não emblemática, que os senhores autarcas tenham realizado. Lamentável!

No que diz respeito à nossa freguesia, não consigo descortinar qualquer item que represente desenvolvimento ou mais-valia produzidos ao longo dos últimos quatro anos. As dificuldades sentidas pelo povo, nomeadamente ao nível de infra-estruturas, mantém-se inalteráveis. Tudo como dantes, só que desta feita o «quartel-general» não fica em Abrantes. Não obstante estarmos em pleno século XXI, em plena época de grande evolução tecnológica e apesar das autarquias terem visto reforçados os seus meios financeiros, designadamente através das verbas do QREN (Quadro Comunitário de Apoio ao Desenvolvimento Regional) a verdade é que a nossa freguesia continuou parada no tempo. Inaceitável.

Mas, atenção, como sempre acontece em vésperas eleitorais, os candidatos a candidatos, ou os putativos candidatos à sua própria sucessão, têm o hábito de lançar «areia para os olhos» dos eleitores. Isto é, com o aproximar da chamada do povo às urnas existe sempre a tentação de fazer uma «obrinha» aqui, outra ali com vista a tentar cativar a voz de quem vota. Para eles (poder) o pensamento deve ser do tipo «com papas e bolos se enganam os tolos». Mas o povo não é tolo, de todo, e sempre que é chamado, democraticamente, a dizer de sua justiça, sabe separar o trigo do joio.

Veja-se o que se passa nesta altura: à pressa, numa tentativa de «encher o olho» de quem passa, os responsáveis autárquicos lançaram-se na empreitada de tapar as valetas da estrada principal do Vale da Ribeira. E a «obra» foi tão à toa, tão mal feita, que bastaram uns míseros pingos de chuva para que o buraco ficasse de novo à vista de todos. O que importava, julgavam eles, era fazer qualquer coisa. Vêm, repito, eleições aí. Não importa a qualidade. Não importa o que é feito. O dinheiro até é do erário público, ou seja, não lhes sai do bolso…

Ferreira de Aves, pelo seu passado, pelo presente e por que quer ter futuro, um futuro obrigatoriamente diferente e melhor, merece mais. Perante este cenário, revoltante, questiono os meus conterrâneos: será que estes «responsáveis» justificarão de novo o voto e a nossa confiança?

Publicado na gazeta de Sátão em 20/06/2009

Vasco Rodrigues