sexta-feira

Feira do miscaro 2011 - Sátão

No Domingo, dia 04 de Dezembro, a partir das 10 horas, o Largo de S. Bernardo em Sátão, recebe a V edição da Feira do Míscaro.


 A Capital da Míscaro tem tudo a postos para acolher visitantes, turistas, especialistas na degustação de míscaros, artesãos, vendedores e compradores dos míscaros que farão com que este certame seja mais uma vez um sucesso.
Este ano, apesar da chuva ter começado a cair mais tarde e do Verão se ter prolongado mais do que o habitual, esperam-se míscaros apetitosos e únicos que serão comercializados nesta V edição da Feira do Míscaro. Os ranchos folclóricos do Concelho e o grupo Zaatam (Grupo de Recolha e Divulgação de Música Popular de Sátão) farão parte da animação deste dia, bem como o artista nacional Fernando Correia Marques, que promete animar ainda mais o certame. O Artesanato do concelho vai marcar presença nas barraquinhas disponíveis para o efeito, bem como as pinturas faciais para os mais novos, a prova de míscaros, de pão artesanal cozido no forno de lenha e vinho do Dão. Alguns restaurantes do concelho vão confeccionar especialidades gastronómicas onde o míscaro será o produto de eleição.«Sátão, a Capital do Míscaro, promete um Domingo com as cores de Outono onde a oferta cultural e a gastronomia andarão de mãos dadas com o intuito de promover o seu produto endógeno: o Míscaro», 
O que na verdade mais importa agora é a comparência do maior número de pessoas. Aproveito para fazer ainda agora um apelo, quero pedir as pessoas que este ano venham visitar e engrandecer esta feira, que é nossa e torna-la uma das maiores do país, ano após ano.
2010 foi assim, ora vejam...

Arte em Viseu

Nunca valorizamos o que é nosso. 
Uma prova que estamos errados a fruta da terra é bem melhor que a que vem de fora.  Quem se atreve a dizer o contrário?

Alguém se lembra disto?




Viseu antiga de Antigamente Viseu Passado

Uma Cidade Histórica, uma Cidade com História, a minha Cidade...

Isto só visto



A PSP deteve em Vila Franca de Xira um homem de 35 anos que furtou esta manhã uma ambulância do INEM, em Lisboa, enquanto esta prestava socorro.
«A equipa do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) prestava assistência a uma ocorrência nos Olivais com a ambulância a trabalhar, quando o suspeito, que não tinha nada a ver com a ocorrência, entrou na viatura e fugiu com ela», explicou a mesma fonte.
Seguiu-se uma perseguição, tendo o indivíduo sido interceptado na Estrada Nacional 10, junto à entrada para a A1, na zona de Vila Franca de Xira, na posse de duas matrículas espanholas, disse a mesma fonte policial.
O suspeito, de nacionalidade portuguesa, foi levado para a esquadra da Divisão da PSP de Vila Franca de Xira, onde se encontra detido, podendo ser, ainda hoje, presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial.

quinta-feira

Os nossos valores...


As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se na valorização dos defeitos dos outros.

Por isso, as relações de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias. Não vemos mais os homens a elogiar as suas mulheres ou vice-versa, não vemos os chefes a elogiar o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos  a elogiar-se; etc.
Só vemos futilidades:  valorizam-se artistas, cantores, jogadores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto, das aparências.
A ausência de elogio afecta muito as pessoas e as famílias.
Há falta de diálogo nos lares.  O orgulho e a agitação da vida impedem que as pessoas digam o que sentem.
Acabam-se casamentos, alguns procuram noutra pessoa o que não conseguem dentro de casa.
Vamos começar a valorizar as nossas famílias, os nossos amigos.
Vamos elogiar a boa atitude, a ética, a beleza do parceiro ou parceira, o comportamento de nossos filhos.

sábado

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Esta jornalista vai acabar os seus dias no Hospital Magalhães de Lemos, ou com um tiro fatal.


A Ditadura Democrática Portuguesa elimina os que pensam e promove os Burros.( peço desculpa ao animal, de que tenho muito carinho e admiração) Este é o maior fracasso da democracia portuguesa


Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.


A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.


Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.

Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.


Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.


Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade.

Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.


Este é o maior fracasso da democracia portuguesa


Clara Ferreira Alves - "Expresso"